Relacionamentos

Porque Deus não se revela aos curiosos.

A injustiça de Deus

Em determinado momento de nossas vidas, se nunca afirmamos, com certeza já desejamos pensar que Deus, de alguma forma foi injusto.

Uma explicação sobre os profetas

Os profetas não viviam dentro de uma caverna, vestido de roupa de couro de cabra, barba e cabelo grande com uma vara na mão esperando a Revelação de Deus.

Toca aí...

Letra de uma música.

Obras-primas

Quando não conseguimos entender o que Deus faz e nem onde Ele está nas nossas vidas.

Mostrando postagens com marcador Jesus Cristo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jesus Cristo. Mostrar todas as postagens

21 de setembro de 2011

Como é possível esquecer a graça de Deus?

Eu me pergunto: como é possível a graça ser esquecida?
Não dá! Deus não deixa! 
É como se Ele fizesse questão de esfregar na nossa cara, passar no nosso nariz até ficar o cheiro pra que a gente não se esqueça. 
Quando leio coisas desse tipo:

Na busca da bênção, o fiel deve determinar, decretar, reivindicar e exigir de Deus que Ele cumpra sua parte no acordo; ao fiel compete dar dízimos e ofertas. A Deus cabe abençoar. Ao estabelecer esta relação de reciprocidade com Deus, o que ocorre é que Ele, Deus, fica na obrigação de cumprir todas as promessas contidas na Bíblia na vida do fiel. Torna-se cativo de sua própria Palavra.
Macedo ensina como proceder:
Comece hoje, agora mesmo, a cobrar d'Ele tudo aquilo que Ele tem prometido (...) O ditado popular de que 'promessa é divida' se aplica também para Deus. Tudo aquilo que Ele promete na sua palavra é uma dívida que tem para com você (...) Dar dízimos é candidatar-se a receber bênçãos sem medida, de acordo com o que diz a Bíblia (...) Quando pagamos o dízimo a Deus, Ele fica na obrigação (porque prometeu) de cumprir a Sua Palavra, repreendendo os espíritos devoradores (...) Quem é que tem o direito de provar a Deus, de cobrar d'Ele aquilo que prometeu? O dizimista! (...) Conhecemos muitos homens famosos que provaram a Deus no respeito ao dízimo e se transformaram em grandes milionários, como o sr. Colgate, o sr. Ford e o sr. Caterpilar. (MACEDO, Vida com Abundância, p. 36)

A única coisa que me vem à mente é a graça de Deus. E lutando contra a raiva e a minha carne eu me pergunto se essas coisas acontecessem ou fossem ditas no período do Antigo Testamento. Será que Deus faria como fez com o rapaz que, com boa intenção no coração, tentou evitar que a arca da Aliança se espatifasse no chão e ao tocá-la morreu na hora por que não deveria te-lo feito? Será que teria a misericórdia de pelo menos avisar, como fez com o povo no deserto, para que não se aproximassem da montanha caso contrário morreriam? Será que diria o que disse à Moisés: "Não vou com vocês pelo deserto porque vocês têm coração duro e eu acabaria com vocês lá mesmo"?
Meu Deus, como eu posso não enxergar a graça nos dias de hoje? Se não fosse pela graça, como imaginar um Deus tão paciente e misericordioso?
Qual de nós parecia deixar alguém dizer o contrário do que já dissemos e ainda assumir que fala em nosso nome?
Qual de nós parecia estar calado diante de coisas ditas de forma tão avessas às nossa própria história? 
Qual de nós pareceria tão apático diante de tanta contradição?
Qual de nós teria tanta paciência e ainda amar gente assim?
Olhando por esse prisma a graça parece irresistível para mim, pois eu não sou melhor que esses homens, porém, me pergunto novamente: Onde estão os exemplos bíblicos pra essas teorias?Quanto à prostituta Raabe pagou para receber o cuidado de Deus e ainda morar em Israel?
E Rute que era uma lisa, mendiga e que recebeu graça de Boaz, filho da Raabe? 
Pergunto-me o porquê dessas mulheres terem entrado na genealogia de Jesus se viviam à margem da sociedade daquela época? 
Sabe, se meu dinheiro valesse alguma coisa pra Deus, se Ele se interessasse pelo valor dado ao papel, Ele não teria comprado a minha vida com o sangue de Jesus. Aí sim, a medalhinha, santinho, rosa ungida e qualquer outra coisa que o meu dinheiro pudesse comprar valeriam pra alguma coisa...
Somente olhando com os olhos da graça pra poder respirar fundo e continuar olhando para Cristo...
E como eu disse ao Pr. Paulo Buarque, esse desabafo não é pra defender Deus, porque Ele não precisa (leia a sessão "porque nunca pensei nisso antes", lá em cima no blog), mas para que pela graça de Deus eu possa abrir os olhos de alguém que esteja precisando.
Aprendendo com Paulo, peço à Deus mais graça pra mim e pra cada um de nós, pois com ela temos muito mais do que pedimos.
Deus os abençoe!
"Eu pensei que seríamos para sempre"

Pr. Sérgio Inojoza

2 de junho de 2011

Coroas

Muito tem sido dito atualmente sobre as alegrias reservadas ao cristão. É tanto que querem até trazer essas riquezas para a terra e não é por acaso que tem tanta gente correndo atrás das "riquezas celestiais" aqui na terra.

Mas o que é curioso é que a Bíblia nos diz para nos alegrarmos com a promessa das riquezas reservadas para nós. E podem ter certeza que eu me alegro...

Hoje quero falar com vocês à respeito das coroas que recebemos pela promessa em Cristo. Digo isso para que vocês também sintam a mesma alegria que eu sinto.














 A primeira coroa está descrita em 1 Corínthios 9.25: "Todos os que competem nos jogos se submetem a um treinamento rigoroso, para obter uma coroa que logo perece; mas nós o fazemos para ganhar uma coroa que dura para sempre". 
Que maravilha meus irmãos, seremos coroados com um tipo de coroa que que dura para sempre, incorruptível onde o ladrão não pode roubar... 
Mas calma, ainda não é essa a maior alegria.

A segunda coroa que iremos receber está em 2 Timóteo 4.8: "Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda". Imaginem recebermos essa coroa vinda do próprio Deus como reconhecimento de que agora somos justos. Perceba que o texto diz que está reservada. Essa coroa já é sua! Está com seu nome gravado nela. 
Mas ainda não é dessa alegria que eu estou falando.

A terceira coroa está em Tiago 1.12: "Feliz é o homem que persevera na provação, porque depois de aprovado receberá a coroa da vida, que Deus prometeu aos que o amam." O texto de Tiago é muito claro quando diz que pertence aos que amam à Deus. Se você ama à Deus, meu irmão alegre-se pois essa coroa já é sua não importando a provação que você possa passar. Seja forte e você será coroado.

A quarta coroa se encontra em 1 Pedro 5.4: "Quando se manifestar o Supremo Pastor, vocês receberão a imperecível coroa da glória". Essa coroa deve ser incrível! Imagine você sendo coroado de glória, perante a glória de Deus. Imaginem a alegria que deve ser esse momento.
Mas, calma, a alegria maior ainda está por vir...

A quinta coroa está em Apocalipse 2.10: "Não tenha medo do que você está prestes a sofrer. O Diabo lançará alguns de vocês na prisão para prová-los, e vocês sofrerão perseguição durante dez dias. Seja fiel até a morte, e eu lhe darei a coroa da vida". Essa coroa vai receber aquele que for fiel. A diferença da coroa da vida descrita em Tiago é que a outra é para o que for perseverante. 
Espero que você ainda esteja feliz, se regozijando, como estava no começo deste post, pois te garanto que a maior alegria ainda está por vir...

Eu gostaria de perguntar à vocês, se pudesse, qual coroa você escolheria? Pense um pouco.

Mas existe uma coisa que entristece muito o meu coração mesmo diante da alegria de que essas coroas serão minhas um dia, mesmo eu não merecendo nenhuma delas. É saber que a última coroa, a única que eu merecia foi dada a Jesus no meu lugar. A coroa que realmente merecíamos está em Mateus 27. 28,29: "Tiraram-lhe as vestes e puseram nele um manto vermelho; fizeram uma coroa de espinhos e a colocaram em sua cabeça. Puseram uma vara em sua mão direita e, ajoelhando-se diante dele, zombavam: “Salve, rei dos judeus!” A coroa da zombaria, a coroa de espinhos foi dada ao nosso Senhor Jesus Cristo. Todo esse sacrifício por minha causa, por me amar...

Diante disto, meus irmãos, a maior alegria de todas, aquela que eu mencionei que ainda estava por vir, é hoje entregar a minha vida em reconhecimento pelo sacrificio de Jesus e um dia, na presença do meu Deus, poder agir como os vinte e quatro anciãos em Apocalipse 4.10,11: "os vinte e quatro anciãos se prostram diante daquele que está assentado no trono e adoram aquele que vive para todo o sempre. Eles lançam as suas coroas diante do trono, e dizem:
11 “Tu, Senhor e Deus nosso, és digno de receber a glória, a honra e o poder, porque criaste todas as coisas, e por tua vontade elas existem e foram criadas”. 

Naquele dia, entregaremos as nossas coroas, prostrados, joelhos dobrados e rosto no chão, em reconhecimento à majestade de Jesus, o Único digno de ser coroado. 
Nisso sim me alegro, anciando o Dia de Sua vinda.

Pr. Sérgio Inojoza

26 de maio de 2011

Vídeo...



“Não sou de fazer pressão. Nem acredito na conversão por medo. Gosto de deixar o Espírito Santo cumprir a sua função e deixá-Lo convencer o pecador”.  Foram estas as minhas primeiras palavras ao começar a ver este vídeo. Mas acredito que o Senhor também me ensinou enquanto assistia. Senti que algumas vezes, por causa da urgência da volta de Cristo, é necessário que algumas verdades devam ser ditas olhando no olho . A verdade do Evangelho é impactante e exige uma resposta!

Pr. Sérgio Inojoza

25 de maio de 2011

A Injustiça de Deus
























Em determinado momento de nossas vidas, se nunca afirmamos, com certeza já desejamos pensar que Deus, de alguma forma foi injusto. Não importa se foi contra nós, alguém de nossa família ou mesmo as crianças que passam fome na África. Em algum momento de nossas vidas, pensamos que Deus não está sendo totalmente justo. Mas, se formos olhar mais a fundo, perceberemos que Deus ainda não foi completamente justo com o homem.

Por exemplo: em Deuteronômio 24 19 – 22. Deus manda que, quando um agricultor que trabalhou, suou e cuidou de sua plantação estiver colhendo seus frutos, o fruto do seu trabalho, caso uma espiga caia pelo chão, ou algum fruto ficar ainda preso aos ramos, ele não deve voltar para buscá-lo. Deve deixar para quem não trabalhou na colheita saciar a sua fome: o órfão, a viúva e o estrangeiro. Isso não é justo!


Outro exemplo: Em Mateus 20. 1 – 16. Jesus conta uma parábola dizendo que não importa a hora que você chegou para trabalhar, mesmo que só tenha trabalhado uma hora. Se você foi chamado pelo dono da plantação, você receberá o mesmo salário de quem começou a trabalhar desde o amanhecer. Isso realmente não é justo.

Mas tudo isso tem um motivo. Em Romanos 3. 21 – 26 nós conseguimos entender melhor essa justiça de Deus. Em outras palavras, Deus está dizendo que é justo por não condenar ninguém, é justo por perdoar os nossos pecados, é justo por mandar Jesus morrer por nós e é justo por nos salvar por meio de Cristo...

Isso não é justo, sabe por quê? Porque de acordo com o texto de Deuteronômio eu não trabalhei na plantação (ou criação do homem). Não cuidei da plantação (não morri numa cruz para salvar alguém). E a plantação não é fruto do meu trabalho (porque eu não evangelizo). Mas colho os frutos daquele que me criou e morreu por mim, Jesus Cristo. Segundo o texto de Deuteronômio, eu sou o estrangeiro, a viúva e o órfão.

E o que dizer do texto de Mateus? É justo que eu tenha o mesmo salário de Pedro, Paulo, ou algum outro discípulo que viveu para pregar o evangelho, foi perseguido e morreu sendo torturado? É justo que eu receba o mesmo salário de um pastor de verdade, que pastoreia bem as suas ovelhas, que se esmera nas pregações e vive pelo evangelho? Realmente Deus tem sido injusto comigo e com você. Merecíamos outro salário, um salário diferenciado.


Em Romanos 3 25 e 26, Deus afirma que está sendo justo em nos tratar assim. E em Mateus 20. 15 Ele pergunta: “Não tenho o direito de fazer o que quero com o meu dinheiro? Ou você está com inveja porque sou generoso?”


Então, da próxima vez em que desejarmos pensar na injustiça de Deus, lembremo-nos do nosso passado e do quanto Ele vai ser injusto conosco quando Jesus voltar. Porque não merecíamos estar indo com Ele.

E você hoje? O que me diz de fazer valer a justiça de Deus em sua vida? O texto afirma que só por Jesus é que temos esta justiça.

Pr. Sérgio Inojoza

“Mulher, por que está chorando? Quem você está procurando?”


              Jesus viveu entre os homens e operou milagres inúmeros. Fez cegos verem, fez mudos falarem, paralíticos andarem e mortos ressuscitarem. Porém, nada disso teria validado sua vida como Filho de Deus se uma só de suas Palavras não tivessem se cumprido. Hoje vamos falar um pouco sobre a importância da ressurreição de Cristo.
Este único fato, sendo o penúltimo em ordem cronológica, é o primeiro na ordem dos fatos que garantem a divindade de Cristo. Se a ressurreição não tivesse acontecido, Jesus não seria o Filho de Deus, nós não seríamos cristãos, pois ele teria sido mais um a se dizer Filho de Deus e conseqüentemente não estaríamos aqui falando sobre isso. Mas, afinal de contas, qual o valor da ressurreição?
A resposta é que ela foi o marco do final de uma era e início de uma maior. Vamos ver o que fala a Bíblia em João 20 1-18. Perceba o fato de que Pedro não se conteve e correu ao sepulcro e constatou que o corpo não estava mais lá e se admirou. Imaginem o que estava passando pela mente de Pedro enquanto corria em direção ao sepulcro. Talvez ele estivesse pensando que não fosse verdade, que Jesus não havia ressuscitado. Mas acredito que ele pensava que Jesus não era como os outros que apareceram e que aquilo era possível, pois Jesus havia falado que seria. Imagino Pedro voltando, admirado, pensando que as enganações dos falsos “cristos” haviam terminado. Agora Jesus era o messias, o Filho de Deus, ressurreto. Imaginem que quando Ele ressuscitou, o que talvez fosse possibilidade de acontecer agora se tornou fato: se Jesus disse, é porque vai acontecer. A ressurreição validou as Palavras de Cristo!
Mas talvez você ainda esteja pensando: “ok, entendi o valor da ressurreição. Mas o que isso tem a ver com a tristeza que eu sinto agora, ou com meus problemas pessoais?”
Vamos um pouco mais fundo e vejamos o que aconteceu com Maria Madalena. Depois que João e Pedro foram embora Maria Madalena, aquela que é dita como ex-prostituta, teve a confirmação de todas as Palavras de Cristo. Vamos nos perguntar: por que ela ficou e não foi embora com os outros? O texto fala que os discípulos viram e creram, mas foram embora, porém, Maria ficou chorando. Até aquele momento ela ainda não havia entendido o que estava acontecendo. Muitas vezes é assim que nos sentimos. Parece que a única esperança que temos foi levada embora e não sabemos para onde, não sabemos o que está acontecendo. Mas Maria Madalena chorava por amor ao mestre. Não era vergonha ou arrependimento. Ela amava estar com Ele. E por isso ela foi a primeira a vê-lo ressurreto. Assim também acontece com aquele que chora desejando a Cristo. Ele se revela a todo aquele que deseja de coração estar com Ele.
Voltando ao texto, depois de reconhecê-lo, Maria Madalena recebe uma notícia transformadora. Jesus diz: “Vá, porém, a meus irmãos e diga-lhes: Estou voltando para meu Pai e Pai de vocês, para meu Deus e Deus de vocês”. Nunca antes, as Palavras de Cristo foram assim. Antes os discípulos eram seus amigos, não irmãos (João 15.15) . O pai deles não era Deus mas Abraão (João 8.38). Agora Jesus se refere aos discípulos como irmãos, filhos do mesmo Pai e que possuem o mesmo Deus. A ressurreição de Cristo nos une à Ele e nos faz Filhos de Deus.
Assim como o anjo perguntou à Maria Madalena eu te pergunto: por que você está chorando? Quem você está procurando? Lembre-se de algumas Palavras de Cristo que se tornarão verdadeiras no momento certo:
“pois o Cordeiro que está no centro do trono será o seu Pastor; ele os guiará às fontes de água viva. E Deus enxugará dos seus olhos toda lágrima”. Apocalipse 7.17 “Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou”.                              Apocalipse 21. 4.
Lembre-se das Palavras de Cristo e deseje estar com Ele assim como Maria Madalena e você verá o que o Cristo ressurreto pode fazer pra revelar à você seu cuidado e seu amor. Sua ressurreição nos garante isso.

Pr. Sérgio Inojoza 

O Cristão na Sociedade Col. 1. 24-29

       Nos últimos meses temos visto muita coisa acontecendo em meio à sociedade relacionada aos cristãos. Lei da mordaça, envolvimento de evangélicos na campanha para presidente, debate sobre aborto, etc. Mas, esperançosa e pensativa nos encara uma questão: o cristão na sociedade.
O fato de o cristão estar na sociedade quer dizer que a sociedade não está, então, entregue a si mesma. Isso significa que a própria sociedade não vive sua própria lógica e mecânica naturalmente, desinibidamente. Todas as partes da sociedade como casamento, economia, cultura, arte, ciência, Estado, partidos políticos, contato com os povos estão sob o ponto de vista cristão.
As situações em que estamos acompanhando e muitas vezes vivendo, não levaram todos, mas, muitos a um esclarecimento e abalo profundos.
Agora, me respondam com sinceridade: se fosse possível, não sairíamos desta sociedade na qual não podemos confiar? Não deixaríamos tudo para construir uma vida em um lugar melhor?
Mas para onde iríamos? Retirarmos-nos da vida, da sociedade, não é possível. A própria vida nos envolve por todos os lados; ela nos coloca diante de perguntas, exige respostas. E nós temos que resistir.
Hoje, como cristãos ansiamos por uma promessa, justamente por nos terem sido abertos os olhos para a problemática da vida. Queremos sair desta sociedade; queremos outra sociedade. Mas ainda apenas queremos; ainda sentimos dolorosamente que, apesar de todas as transformações e revoluções, tudo continua na mesma. Então lembramo-nos do texto bíblico e perguntamos: “vigia, falta muito para o amanhecer?”
Por isso o cristão na sociedade passa a representar uma promessa. Um novo elemento, portanto, em meio a todas as coisas velhas; uma verdade entre o engano e a mentira; uma justiça no mar de injustiças; espírito em meio a todas as rudes tendências materiais; portanto, uma construtiva força vital em meio a todos estes fracos e inquietos movimentos espirituais; unidade, então, em toda a confusão da sociedade também do nosso tempo.
Este cristão, ao qual me refiro, não é a massa dos batizados, nem o pequeno grupo que acha que governa as Igrejas, nem tão pouco a mais reinada seleção dos mais fiéis cristãos de que nos lembramos. O cristão é o Cristo.
O Cristo é aquilo em nós que não somos nós, mas Cristo em nós. Esse “Cristo em nós” compreendido profundamente nos ensinos de Paulo: não significa um dado psíquico, nenhum estar tomado, possuído ou coisa parecida, mas uma previsão.
“Acima de nós”, “atrás de nós”, “transcendendo a nós”, é isto que significa o “em nós”.
A comunidade de Cristo é uma casa aberta para todos os lados; pois Cristo também morreu para os outros, para os que estão de fora. Em nós, acima de nós, atrás de nós, transcendendo a nós está uma reflexão que se lembre do sentido da vida, um recordar-se da origem da vida, uma volta para o Senhor do mundo, uma virada da velha eternidade para a nova eternidade. Esta nova eternidade tem um sinal e cumprimento: a cruz!
Isto é Cristo em nós. Mas será que Cristo está em nós? Podemos encontrar Cristo na sociedade hoje? Nós hesitamos em responder. E se hesitamos é porque sabemos a resposta. Como podemos negar esta verdade? Cristo, o salvador, está aí? Se estivesse, não haveria esta pergunta.
“Cristo está aí?” Esta pergunta é o sentido secreto de todos os movimentos de nossa época e que nos reuniu aqui como desconhecidos e, mesmo assim, conhecidos. É a busca de toda uma sociedade em busca de paz e de uma vida diferente.
Cristo, o Príncipe da paz está aí? Cristo, o Pai da sabedoria está aí? Cristo, o Libertador está aí? Cristo, o Salvador está aí? Cristo, o Rei da Promessa está aí?
É necessário coragem para, assim como Agostinho, encarar a verdade: “Vocês não me procurariam, se já tivessem me encontrado.
Essa coragem que temos, nós precisamos professar. Quando assumimos a coragem professamos a Cristo, assumimos que Ele está aqui e que vai voltar.
Ser cristão é levar a esperança da promessa onde nós formos. É não fugir da realidade, mas transformá-la. É agir como cristão diante das situações. É levar a presença de Deus e não a nos mesmos.
Se Cristo está em nós, a sociedade não está abandonada por Deus, apesar do seu caminho errado. A imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, em nós: Ele significa alvo e futuro.
A esta “esperança da glória” Paulo chamou de “mistério entre os gentios”. Portanto: nós vos conclamamos a ter esperança.
Transcrito do livro:
BARTH, Karl. Dádiva e Louvor – Artigos Selecionados. Ed. Sinodal, São Leopoldo,RS. 1986

A escola de André – João 6. 1 – 13

Em nossas vidas, sempre existem momentos em que Deus deseja nos provar, não por gostar disso, mas buscando nos ensinar sobre a forma dEle pensar e agir. Deus sempre busca nos aproximar dEle. Hoje vamos ver como Deus faz isso nas nossas vidas e muitas vezes nem percebemos e perdemos a chance de conhecê-lo e viver o que Ele tem para nós.
Hoje aprenderemos uma nova forma de pensar, uma forma que vem direto do coração de Deus e só aqueles que desejam aprender mais de Deus são capazes de viver.
Em João 6.1 – 13 vemos um momento singular na vida dos discípulos de Cristo. Um momento em que não só as necessidades dos doze seriam saciadas, mas de toda a multidão (alguns estimam 20 mil pessoas com mulheres e crianças), e mais que isso, a fé de alguns seria despertada e de outros confirmada. Poderemos ver o exemplo de dois discípulos que na mesma circunstância agiram como muitos de nós agimos por não conhecermos o desejo do coração de Deus.
No verso 5, Jesus pergunta a Felipe: Onde compraremos pão para este povo comer? Perceba que o texto diz que Jesus queria por Felipe à prova. Jesus queria ensinar a Felipe uma forma de pensar que ele não conhecia. Jesus queria ensinar Felipe a pensar em milagres.
Mas por que Jesus ensinaria um discípulo desta forma? Felipe vivia com Jesus, andava com Ele, via Jesus libertando o oprimido, expulsando demônios e mostrando que era o Filho de Deus. Se Felipe duvidasse disso já teria ido embora. Mas por que Jesus queria pô-lo a prova?
Tenho certeza que alguns agora cabem exatamente na posição de Felipe. Nós conhecemos Cristo, estamos sempre na igreja, louvamos, oramos, ajudamos e mesmo assim Deus insiste em nos provar. Por que isso?
Quase conseguimos ver Felipe correndo e fazendo uma comissão para estudar a possibilidade de alimentar a multidão. Veja qual foi a resposta de Felipe no verso 7: Filipe lhe respondeu: “Duzentos denários não comprariam pão suficiente para que cada um recebesse um pedaço!” (um denário era o valor de um dia de trabalho braçal nesta época)  Apesar de andar com Jesus, Felipe não pensava em milagres, para ele algumas coisas eram impossíveis, e naquele momento alimentar a multidão era impossível. Mesmo sendo desejo de Jesus alimentar toda aquela gente.
Muitos de nós somos como Felipe hoje em nossas igrejas e nossas vidas. Conhecemos Jesus, somos cristãos exemplares, mas não vivemos os milagres que Deus deseja para nossas vidas. O Espírito Santo nos manda fazer alguma coisa que nasceu da vontade dEle, do coração dEle, coisas grandes, mas achamos que é impossível, pois não pensamos em termos de milagres pela vontade de Deus.
Mas, voltando ao texto, logo depois de Felipe dizer a Jesus que esta idéia não daria certo, André se aproxima e diz: Aqui está um rapaz com cinco pães de cevada e dois peixinhos, mas o que é isto para tanta gente?”André tinha ouvido a ordem de Jesus; sua mente aceitou o mandamento. Embora duvidasse, trouxe a Cristo o alimento que encontrou. André possuía o pensamento da possibilidade e mediante sua forma de pensar, captou a visão de Jesus Cristo. Em seguida Jesus abençoou os pães e os peixes e alimentou a multidão.
Todos os cristãos pertencem a Jesus. Mas nas Igrejas há duas escolas de pensamento: a escola de Felipe e a escola de André. Infelizmente muitas Igrejas pertencem à escola de Felipe. Falam somente à cerca do impossível. Clamam que estamos em um deserto, que é tarde demais e as pessoas não podem ser alimentadas. Falam com pouca fé. Falam do impossível.

Deus se relaciona com cada um de nós por meio de nossa vida de pensamentos. Quando recebemos a Palavra revelada por Deus, nossos pensamentos são renovados por isso podemos ver milagres. Mas ao mudar nossos pensamentos e achar que é impossível, imediatamente começamos a errar.




Pr. Sérgio Inojoza