Relacionamentos

Porque Deus não se revela aos curiosos.

A injustiça de Deus

Em determinado momento de nossas vidas, se nunca afirmamos, com certeza já desejamos pensar que Deus, de alguma forma foi injusto.

Uma explicação sobre os profetas

Os profetas não viviam dentro de uma caverna, vestido de roupa de couro de cabra, barba e cabelo grande com uma vara na mão esperando a Revelação de Deus.

Toca aí...

Letra de uma música.

Obras-primas

Quando não conseguimos entender o que Deus faz e nem onde Ele está nas nossas vidas.

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2 de junho de 2011

Coroas

Muito tem sido dito atualmente sobre as alegrias reservadas ao cristão. É tanto que querem até trazer essas riquezas para a terra e não é por acaso que tem tanta gente correndo atrás das "riquezas celestiais" aqui na terra.

Mas o que é curioso é que a Bíblia nos diz para nos alegrarmos com a promessa das riquezas reservadas para nós. E podem ter certeza que eu me alegro...

Hoje quero falar com vocês à respeito das coroas que recebemos pela promessa em Cristo. Digo isso para que vocês também sintam a mesma alegria que eu sinto.














 A primeira coroa está descrita em 1 Corínthios 9.25: "Todos os que competem nos jogos se submetem a um treinamento rigoroso, para obter uma coroa que logo perece; mas nós o fazemos para ganhar uma coroa que dura para sempre". 
Que maravilha meus irmãos, seremos coroados com um tipo de coroa que que dura para sempre, incorruptível onde o ladrão não pode roubar... 
Mas calma, ainda não é essa a maior alegria.

A segunda coroa que iremos receber está em 2 Timóteo 4.8: "Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda". Imaginem recebermos essa coroa vinda do próprio Deus como reconhecimento de que agora somos justos. Perceba que o texto diz que está reservada. Essa coroa já é sua! Está com seu nome gravado nela. 
Mas ainda não é dessa alegria que eu estou falando.

A terceira coroa está em Tiago 1.12: "Feliz é o homem que persevera na provação, porque depois de aprovado receberá a coroa da vida, que Deus prometeu aos que o amam." O texto de Tiago é muito claro quando diz que pertence aos que amam à Deus. Se você ama à Deus, meu irmão alegre-se pois essa coroa já é sua não importando a provação que você possa passar. Seja forte e você será coroado.

A quarta coroa se encontra em 1 Pedro 5.4: "Quando se manifestar o Supremo Pastor, vocês receberão a imperecível coroa da glória". Essa coroa deve ser incrível! Imagine você sendo coroado de glória, perante a glória de Deus. Imaginem a alegria que deve ser esse momento.
Mas, calma, a alegria maior ainda está por vir...

A quinta coroa está em Apocalipse 2.10: "Não tenha medo do que você está prestes a sofrer. O Diabo lançará alguns de vocês na prisão para prová-los, e vocês sofrerão perseguição durante dez dias. Seja fiel até a morte, e eu lhe darei a coroa da vida". Essa coroa vai receber aquele que for fiel. A diferença da coroa da vida descrita em Tiago é que a outra é para o que for perseverante. 
Espero que você ainda esteja feliz, se regozijando, como estava no começo deste post, pois te garanto que a maior alegria ainda está por vir...

Eu gostaria de perguntar à vocês, se pudesse, qual coroa você escolheria? Pense um pouco.

Mas existe uma coisa que entristece muito o meu coração mesmo diante da alegria de que essas coroas serão minhas um dia, mesmo eu não merecendo nenhuma delas. É saber que a última coroa, a única que eu merecia foi dada a Jesus no meu lugar. A coroa que realmente merecíamos está em Mateus 27. 28,29: "Tiraram-lhe as vestes e puseram nele um manto vermelho; fizeram uma coroa de espinhos e a colocaram em sua cabeça. Puseram uma vara em sua mão direita e, ajoelhando-se diante dele, zombavam: “Salve, rei dos judeus!” A coroa da zombaria, a coroa de espinhos foi dada ao nosso Senhor Jesus Cristo. Todo esse sacrifício por minha causa, por me amar...

Diante disto, meus irmãos, a maior alegria de todas, aquela que eu mencionei que ainda estava por vir, é hoje entregar a minha vida em reconhecimento pelo sacrificio de Jesus e um dia, na presença do meu Deus, poder agir como os vinte e quatro anciãos em Apocalipse 4.10,11: "os vinte e quatro anciãos se prostram diante daquele que está assentado no trono e adoram aquele que vive para todo o sempre. Eles lançam as suas coroas diante do trono, e dizem:
11 “Tu, Senhor e Deus nosso, és digno de receber a glória, a honra e o poder, porque criaste todas as coisas, e por tua vontade elas existem e foram criadas”. 

Naquele dia, entregaremos as nossas coroas, prostrados, joelhos dobrados e rosto no chão, em reconhecimento à majestade de Jesus, o Único digno de ser coroado. 
Nisso sim me alegro, anciando o Dia de Sua vinda.

Pr. Sérgio Inojoza

26 de maio de 2011

Vídeo...



“Não sou de fazer pressão. Nem acredito na conversão por medo. Gosto de deixar o Espírito Santo cumprir a sua função e deixá-Lo convencer o pecador”.  Foram estas as minhas primeiras palavras ao começar a ver este vídeo. Mas acredito que o Senhor também me ensinou enquanto assistia. Senti que algumas vezes, por causa da urgência da volta de Cristo, é necessário que algumas verdades devam ser ditas olhando no olho . A verdade do Evangelho é impactante e exige uma resposta!

Pr. Sérgio Inojoza

25 de maio de 2011

O Cristão na Sociedade Col. 1. 24-29

       Nos últimos meses temos visto muita coisa acontecendo em meio à sociedade relacionada aos cristãos. Lei da mordaça, envolvimento de evangélicos na campanha para presidente, debate sobre aborto, etc. Mas, esperançosa e pensativa nos encara uma questão: o cristão na sociedade.
O fato de o cristão estar na sociedade quer dizer que a sociedade não está, então, entregue a si mesma. Isso significa que a própria sociedade não vive sua própria lógica e mecânica naturalmente, desinibidamente. Todas as partes da sociedade como casamento, economia, cultura, arte, ciência, Estado, partidos políticos, contato com os povos estão sob o ponto de vista cristão.
As situações em que estamos acompanhando e muitas vezes vivendo, não levaram todos, mas, muitos a um esclarecimento e abalo profundos.
Agora, me respondam com sinceridade: se fosse possível, não sairíamos desta sociedade na qual não podemos confiar? Não deixaríamos tudo para construir uma vida em um lugar melhor?
Mas para onde iríamos? Retirarmos-nos da vida, da sociedade, não é possível. A própria vida nos envolve por todos os lados; ela nos coloca diante de perguntas, exige respostas. E nós temos que resistir.
Hoje, como cristãos ansiamos por uma promessa, justamente por nos terem sido abertos os olhos para a problemática da vida. Queremos sair desta sociedade; queremos outra sociedade. Mas ainda apenas queremos; ainda sentimos dolorosamente que, apesar de todas as transformações e revoluções, tudo continua na mesma. Então lembramo-nos do texto bíblico e perguntamos: “vigia, falta muito para o amanhecer?”
Por isso o cristão na sociedade passa a representar uma promessa. Um novo elemento, portanto, em meio a todas as coisas velhas; uma verdade entre o engano e a mentira; uma justiça no mar de injustiças; espírito em meio a todas as rudes tendências materiais; portanto, uma construtiva força vital em meio a todos estes fracos e inquietos movimentos espirituais; unidade, então, em toda a confusão da sociedade também do nosso tempo.
Este cristão, ao qual me refiro, não é a massa dos batizados, nem o pequeno grupo que acha que governa as Igrejas, nem tão pouco a mais reinada seleção dos mais fiéis cristãos de que nos lembramos. O cristão é o Cristo.
O Cristo é aquilo em nós que não somos nós, mas Cristo em nós. Esse “Cristo em nós” compreendido profundamente nos ensinos de Paulo: não significa um dado psíquico, nenhum estar tomado, possuído ou coisa parecida, mas uma previsão.
“Acima de nós”, “atrás de nós”, “transcendendo a nós”, é isto que significa o “em nós”.
A comunidade de Cristo é uma casa aberta para todos os lados; pois Cristo também morreu para os outros, para os que estão de fora. Em nós, acima de nós, atrás de nós, transcendendo a nós está uma reflexão que se lembre do sentido da vida, um recordar-se da origem da vida, uma volta para o Senhor do mundo, uma virada da velha eternidade para a nova eternidade. Esta nova eternidade tem um sinal e cumprimento: a cruz!
Isto é Cristo em nós. Mas será que Cristo está em nós? Podemos encontrar Cristo na sociedade hoje? Nós hesitamos em responder. E se hesitamos é porque sabemos a resposta. Como podemos negar esta verdade? Cristo, o salvador, está aí? Se estivesse, não haveria esta pergunta.
“Cristo está aí?” Esta pergunta é o sentido secreto de todos os movimentos de nossa época e que nos reuniu aqui como desconhecidos e, mesmo assim, conhecidos. É a busca de toda uma sociedade em busca de paz e de uma vida diferente.
Cristo, o Príncipe da paz está aí? Cristo, o Pai da sabedoria está aí? Cristo, o Libertador está aí? Cristo, o Salvador está aí? Cristo, o Rei da Promessa está aí?
É necessário coragem para, assim como Agostinho, encarar a verdade: “Vocês não me procurariam, se já tivessem me encontrado.
Essa coragem que temos, nós precisamos professar. Quando assumimos a coragem professamos a Cristo, assumimos que Ele está aqui e que vai voltar.
Ser cristão é levar a esperança da promessa onde nós formos. É não fugir da realidade, mas transformá-la. É agir como cristão diante das situações. É levar a presença de Deus e não a nos mesmos.
Se Cristo está em nós, a sociedade não está abandonada por Deus, apesar do seu caminho errado. A imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, em nós: Ele significa alvo e futuro.
A esta “esperança da glória” Paulo chamou de “mistério entre os gentios”. Portanto: nós vos conclamamos a ter esperança.
Transcrito do livro:
BARTH, Karl. Dádiva e Louvor – Artigos Selecionados. Ed. Sinodal, São Leopoldo,RS. 1986