Relacionamentos

Porque Deus não se revela aos curiosos.

A injustiça de Deus

Em determinado momento de nossas vidas, se nunca afirmamos, com certeza já desejamos pensar que Deus, de alguma forma foi injusto.

Uma explicação sobre os profetas

Os profetas não viviam dentro de uma caverna, vestido de roupa de couro de cabra, barba e cabelo grande com uma vara na mão esperando a Revelação de Deus.

Toca aí...

Letra de uma música.

Obras-primas

Quando não conseguimos entender o que Deus faz e nem onde Ele está nas nossas vidas.

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25 de maio de 2011

A Injustiça de Deus
























Em determinado momento de nossas vidas, se nunca afirmamos, com certeza já desejamos pensar que Deus, de alguma forma foi injusto. Não importa se foi contra nós, alguém de nossa família ou mesmo as crianças que passam fome na África. Em algum momento de nossas vidas, pensamos que Deus não está sendo totalmente justo. Mas, se formos olhar mais a fundo, perceberemos que Deus ainda não foi completamente justo com o homem.

Por exemplo: em Deuteronômio 24 19 – 22. Deus manda que, quando um agricultor que trabalhou, suou e cuidou de sua plantação estiver colhendo seus frutos, o fruto do seu trabalho, caso uma espiga caia pelo chão, ou algum fruto ficar ainda preso aos ramos, ele não deve voltar para buscá-lo. Deve deixar para quem não trabalhou na colheita saciar a sua fome: o órfão, a viúva e o estrangeiro. Isso não é justo!


Outro exemplo: Em Mateus 20. 1 – 16. Jesus conta uma parábola dizendo que não importa a hora que você chegou para trabalhar, mesmo que só tenha trabalhado uma hora. Se você foi chamado pelo dono da plantação, você receberá o mesmo salário de quem começou a trabalhar desde o amanhecer. Isso realmente não é justo.

Mas tudo isso tem um motivo. Em Romanos 3. 21 – 26 nós conseguimos entender melhor essa justiça de Deus. Em outras palavras, Deus está dizendo que é justo por não condenar ninguém, é justo por perdoar os nossos pecados, é justo por mandar Jesus morrer por nós e é justo por nos salvar por meio de Cristo...

Isso não é justo, sabe por quê? Porque de acordo com o texto de Deuteronômio eu não trabalhei na plantação (ou criação do homem). Não cuidei da plantação (não morri numa cruz para salvar alguém). E a plantação não é fruto do meu trabalho (porque eu não evangelizo). Mas colho os frutos daquele que me criou e morreu por mim, Jesus Cristo. Segundo o texto de Deuteronômio, eu sou o estrangeiro, a viúva e o órfão.

E o que dizer do texto de Mateus? É justo que eu tenha o mesmo salário de Pedro, Paulo, ou algum outro discípulo que viveu para pregar o evangelho, foi perseguido e morreu sendo torturado? É justo que eu receba o mesmo salário de um pastor de verdade, que pastoreia bem as suas ovelhas, que se esmera nas pregações e vive pelo evangelho? Realmente Deus tem sido injusto comigo e com você. Merecíamos outro salário, um salário diferenciado.


Em Romanos 3 25 e 26, Deus afirma que está sendo justo em nos tratar assim. E em Mateus 20. 15 Ele pergunta: “Não tenho o direito de fazer o que quero com o meu dinheiro? Ou você está com inveja porque sou generoso?”


Então, da próxima vez em que desejarmos pensar na injustiça de Deus, lembremo-nos do nosso passado e do quanto Ele vai ser injusto conosco quando Jesus voltar. Porque não merecíamos estar indo com Ele.

E você hoje? O que me diz de fazer valer a justiça de Deus em sua vida? O texto afirma que só por Jesus é que temos esta justiça.

Pr. Sérgio Inojoza

Obras primas




Certa vez eu não consegui entender o que Deus fazia e nem onde Ele estava na minha vida. Por que as coisas davam tão erradas ou demoravam a acontecer? Eu me perguntava se eu estava impedindo Deus, ou algo assim. Não entendia muito bem o que estava perguntando, mas eram perguntas sinceras na presença do Senhor. Então um dia, lendo um livro, o Senhor me ensinou que estava trabalhando em minha vida e como estava fazendo isso detalhadamente.
Vou te contar uma história.
“Existia um pintor muito talentoso. Esse pintor tinha um atelier. Nesse atelier ele colocava as suas pinturas ainda não acabadas. Era um atelier muito grande e com grandes janelas onde as pessoas podiam se achegar para vê-lo pintar. Isso era permitido. Pois, quando uma pintura ficava pronta ele entregava de graça para alguém que ele havia visto antes, e pintado pensando nela. Todos queriam suas pinturas em casa e esperavam receber este presente. O que não era permitido era entrar no atelier. Ninguém sabia como ele entrava ou saía, pois não existiam portas neste atelier. Isso porque suas pinturas não eram simplesmente pinturas. Este pintor tinha uma habilidade muito especial e todas as suas pinturas eram obras primas. Cada uma com um toque diferente. Cada uma era vista e pintada com perfeição.
 Mas esse pintor tinha uma mania e isso, muitas vezes, gerava atitudes inesperadas nas pessoas que estavam olhando das janelas. Todas as suas obras primas, ainda inacabadas, tinham um pano cobrindo para que ninguém as visse. Não era permitido ver as obras inacabadas. Isso deixava as pessoas curiosas e muitas vezes irritadas. Alguns até desistiam e acabavam indo embora. Por outro lado, algumas se divertiam tentando vê-lo pintar. De vez em quando, ele levantava um pouco mais o pano e somente os que estavam mais atentos podiam ver partes do que ele estava pintando e se maravilhavam com os detalhes, cores e formas.
Este pintor não trabalhava em somente uma obra prima, mas em várias, dezenas. Umas para longo, longo prazo. Outras para dias próximos. Ele passeava entre suas pinturas sempre vendo se as tintas já haviam secado para assim, e somente assim, dar a pincelada seguinte e acrescentar mais um detalhe. Ele conhecia cada uma perfeitamente e nenhum pingo de tinta caia na tela sem que ele houvesse permitido ou colocado lá com seus pincéis habilidosos.
Muitas vezes a pessoa que recebia sua obra prima não imaginava que o pintor olhara para ela e pensava nela enquanto pintava. Já outros, os que estavam atentos, se emocionavam, pois podiam ver nos olhos do pintor que aquela obra prima era a sua, mesmo ainda estando inacabada.
Desta forma as pessoas levavam as suas vidas...”
Como eu falei antes, esta história foi uma forma de Deus me ensinar algumas coisas. Se Deus ainda não falou com você, eu vou te explicar:
O pintor é Deus. Ele pinta com perfeição as Suas obras.
O atelier com grandes janelas são nossas vidas, onde Ele trabalha. Assim, Ele nos dá sempre condições de vê-lo trabalhando. Não existem portas porque Deus não permite que as pessoas interfiram nos Seus planos. Muitas vezes, se levantarmos os panos, não conseguiremos entender a situação enquanto Deus trabalha.
As obras primas são as situações em nossas vidas. Ele passeia entre elas conhecendo cada situação de nossa vida e nunca está alheio a nenhum detalhe. Os panos que cobrem as obras são: a vontade e a permissão de Deus. Algumas vezes podemos ver algum detalhe sendo acrescentado. Outras vezes só podemos acreditar que serão obras primas no final, mesmo quando não estamos vendo.
Nós somos as pessoas que olham. Muitas vezes paramos para olhar as obras primas, ficamos curiosos e nos tornamos atenciosos. Muitas vezes Ele permite que vejamos o que está sendo pintado e nos alegramos. Outras vezes nos irritamos por não vermos nada e acabamos dando as costas para as obras de arte que Deus está pintando para nós. Alguns de nós se surpreendem porque nunca imaginaram que Deus estava cuidando de suas vidas. Outros se emocionam, pois viram o cuidado nos olhos de Deus.
As tintas que demoram a secar são as permissões que damos para Ele trabalhar em nossas vidas. Quanto mais permitimos, mais rápido a tinta seca e Ele pode acrescentar mais um detalhe. Por isso algumas obras para longo, longo prazo e algumas para os dias mais próximos. 
Quais as suas características nesta história?
Que você se torne atencioso e perceba os detalhes que Deus tem acrescentado em sua vida.
Que você acredite que no final você vai receber uma obra prima em sua vida, pintada pelas próprias mãos de Deus.
Que as obras primas de Deus só sejam a longo prazo por serem enormes.
Que você receba as obras primas do Grande Pintor de braços abertos.

Pr. Sérgio Inojoza 

O Cristão na Sociedade Col. 1. 24-29

       Nos últimos meses temos visto muita coisa acontecendo em meio à sociedade relacionada aos cristãos. Lei da mordaça, envolvimento de evangélicos na campanha para presidente, debate sobre aborto, etc. Mas, esperançosa e pensativa nos encara uma questão: o cristão na sociedade.
O fato de o cristão estar na sociedade quer dizer que a sociedade não está, então, entregue a si mesma. Isso significa que a própria sociedade não vive sua própria lógica e mecânica naturalmente, desinibidamente. Todas as partes da sociedade como casamento, economia, cultura, arte, ciência, Estado, partidos políticos, contato com os povos estão sob o ponto de vista cristão.
As situações em que estamos acompanhando e muitas vezes vivendo, não levaram todos, mas, muitos a um esclarecimento e abalo profundos.
Agora, me respondam com sinceridade: se fosse possível, não sairíamos desta sociedade na qual não podemos confiar? Não deixaríamos tudo para construir uma vida em um lugar melhor?
Mas para onde iríamos? Retirarmos-nos da vida, da sociedade, não é possível. A própria vida nos envolve por todos os lados; ela nos coloca diante de perguntas, exige respostas. E nós temos que resistir.
Hoje, como cristãos ansiamos por uma promessa, justamente por nos terem sido abertos os olhos para a problemática da vida. Queremos sair desta sociedade; queremos outra sociedade. Mas ainda apenas queremos; ainda sentimos dolorosamente que, apesar de todas as transformações e revoluções, tudo continua na mesma. Então lembramo-nos do texto bíblico e perguntamos: “vigia, falta muito para o amanhecer?”
Por isso o cristão na sociedade passa a representar uma promessa. Um novo elemento, portanto, em meio a todas as coisas velhas; uma verdade entre o engano e a mentira; uma justiça no mar de injustiças; espírito em meio a todas as rudes tendências materiais; portanto, uma construtiva força vital em meio a todos estes fracos e inquietos movimentos espirituais; unidade, então, em toda a confusão da sociedade também do nosso tempo.
Este cristão, ao qual me refiro, não é a massa dos batizados, nem o pequeno grupo que acha que governa as Igrejas, nem tão pouco a mais reinada seleção dos mais fiéis cristãos de que nos lembramos. O cristão é o Cristo.
O Cristo é aquilo em nós que não somos nós, mas Cristo em nós. Esse “Cristo em nós” compreendido profundamente nos ensinos de Paulo: não significa um dado psíquico, nenhum estar tomado, possuído ou coisa parecida, mas uma previsão.
“Acima de nós”, “atrás de nós”, “transcendendo a nós”, é isto que significa o “em nós”.
A comunidade de Cristo é uma casa aberta para todos os lados; pois Cristo também morreu para os outros, para os que estão de fora. Em nós, acima de nós, atrás de nós, transcendendo a nós está uma reflexão que se lembre do sentido da vida, um recordar-se da origem da vida, uma volta para o Senhor do mundo, uma virada da velha eternidade para a nova eternidade. Esta nova eternidade tem um sinal e cumprimento: a cruz!
Isto é Cristo em nós. Mas será que Cristo está em nós? Podemos encontrar Cristo na sociedade hoje? Nós hesitamos em responder. E se hesitamos é porque sabemos a resposta. Como podemos negar esta verdade? Cristo, o salvador, está aí? Se estivesse, não haveria esta pergunta.
“Cristo está aí?” Esta pergunta é o sentido secreto de todos os movimentos de nossa época e que nos reuniu aqui como desconhecidos e, mesmo assim, conhecidos. É a busca de toda uma sociedade em busca de paz e de uma vida diferente.
Cristo, o Príncipe da paz está aí? Cristo, o Pai da sabedoria está aí? Cristo, o Libertador está aí? Cristo, o Salvador está aí? Cristo, o Rei da Promessa está aí?
É necessário coragem para, assim como Agostinho, encarar a verdade: “Vocês não me procurariam, se já tivessem me encontrado.
Essa coragem que temos, nós precisamos professar. Quando assumimos a coragem professamos a Cristo, assumimos que Ele está aqui e que vai voltar.
Ser cristão é levar a esperança da promessa onde nós formos. É não fugir da realidade, mas transformá-la. É agir como cristão diante das situações. É levar a presença de Deus e não a nos mesmos.
Se Cristo está em nós, a sociedade não está abandonada por Deus, apesar do seu caminho errado. A imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, em nós: Ele significa alvo e futuro.
A esta “esperança da glória” Paulo chamou de “mistério entre os gentios”. Portanto: nós vos conclamamos a ter esperança.
Transcrito do livro:
BARTH, Karl. Dádiva e Louvor – Artigos Selecionados. Ed. Sinodal, São Leopoldo,RS. 1986

A escola de André – João 6. 1 – 13

Em nossas vidas, sempre existem momentos em que Deus deseja nos provar, não por gostar disso, mas buscando nos ensinar sobre a forma dEle pensar e agir. Deus sempre busca nos aproximar dEle. Hoje vamos ver como Deus faz isso nas nossas vidas e muitas vezes nem percebemos e perdemos a chance de conhecê-lo e viver o que Ele tem para nós.
Hoje aprenderemos uma nova forma de pensar, uma forma que vem direto do coração de Deus e só aqueles que desejam aprender mais de Deus são capazes de viver.
Em João 6.1 – 13 vemos um momento singular na vida dos discípulos de Cristo. Um momento em que não só as necessidades dos doze seriam saciadas, mas de toda a multidão (alguns estimam 20 mil pessoas com mulheres e crianças), e mais que isso, a fé de alguns seria despertada e de outros confirmada. Poderemos ver o exemplo de dois discípulos que na mesma circunstância agiram como muitos de nós agimos por não conhecermos o desejo do coração de Deus.
No verso 5, Jesus pergunta a Felipe: Onde compraremos pão para este povo comer? Perceba que o texto diz que Jesus queria por Felipe à prova. Jesus queria ensinar a Felipe uma forma de pensar que ele não conhecia. Jesus queria ensinar Felipe a pensar em milagres.
Mas por que Jesus ensinaria um discípulo desta forma? Felipe vivia com Jesus, andava com Ele, via Jesus libertando o oprimido, expulsando demônios e mostrando que era o Filho de Deus. Se Felipe duvidasse disso já teria ido embora. Mas por que Jesus queria pô-lo a prova?
Tenho certeza que alguns agora cabem exatamente na posição de Felipe. Nós conhecemos Cristo, estamos sempre na igreja, louvamos, oramos, ajudamos e mesmo assim Deus insiste em nos provar. Por que isso?
Quase conseguimos ver Felipe correndo e fazendo uma comissão para estudar a possibilidade de alimentar a multidão. Veja qual foi a resposta de Felipe no verso 7: Filipe lhe respondeu: “Duzentos denários não comprariam pão suficiente para que cada um recebesse um pedaço!” (um denário era o valor de um dia de trabalho braçal nesta época)  Apesar de andar com Jesus, Felipe não pensava em milagres, para ele algumas coisas eram impossíveis, e naquele momento alimentar a multidão era impossível. Mesmo sendo desejo de Jesus alimentar toda aquela gente.
Muitos de nós somos como Felipe hoje em nossas igrejas e nossas vidas. Conhecemos Jesus, somos cristãos exemplares, mas não vivemos os milagres que Deus deseja para nossas vidas. O Espírito Santo nos manda fazer alguma coisa que nasceu da vontade dEle, do coração dEle, coisas grandes, mas achamos que é impossível, pois não pensamos em termos de milagres pela vontade de Deus.
Mas, voltando ao texto, logo depois de Felipe dizer a Jesus que esta idéia não daria certo, André se aproxima e diz: Aqui está um rapaz com cinco pães de cevada e dois peixinhos, mas o que é isto para tanta gente?”André tinha ouvido a ordem de Jesus; sua mente aceitou o mandamento. Embora duvidasse, trouxe a Cristo o alimento que encontrou. André possuía o pensamento da possibilidade e mediante sua forma de pensar, captou a visão de Jesus Cristo. Em seguida Jesus abençoou os pães e os peixes e alimentou a multidão.
Todos os cristãos pertencem a Jesus. Mas nas Igrejas há duas escolas de pensamento: a escola de Felipe e a escola de André. Infelizmente muitas Igrejas pertencem à escola de Felipe. Falam somente à cerca do impossível. Clamam que estamos em um deserto, que é tarde demais e as pessoas não podem ser alimentadas. Falam com pouca fé. Falam do impossível.

Deus se relaciona com cada um de nós por meio de nossa vida de pensamentos. Quando recebemos a Palavra revelada por Deus, nossos pensamentos são renovados por isso podemos ver milagres. Mas ao mudar nossos pensamentos e achar que é impossível, imediatamente começamos a errar.




Pr. Sérgio Inojoza